IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima

O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima IPCC estabelecido em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial OMM e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente PNUMA, a realização da Conferência Mundial sobre Mudanças Atmosféricas, The Changing Atmosfere Implications for Global Security, Toronto Canadá.

O encontro demarcou historicamente uma fase única no desenvolvimento do regime climático, e durante a qual sugeriu-se a adoção rápida de uma convenção internacional sobre mudança climática.

Uma das principais razões para esta demarcação histórica:

  • A inovação institucional trazida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA);
  • O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, um grupo de trabalho encarregado de respaldo técnico das negociações desse tratado;
  • Reconhecimento da enorme complexidade do sistema climático, do elevado risco trazido pela mudança climática;
  • Informação técnica, e científica sobre as causas e impactos da mudança climática.

Conhecido mundialmente pela sigla IPCC (do inglês Intergovermental Panel on Climate Change), este painel é constituído por cientistas de diversos países e áreas de conhecimento e divide-se em três grupos com trabalho distintos e complementares - além de uma força tarefa sobre gases do efeito estufa.

  • O primeiro grupo estuda os aspectos científicos do sistema climático e da mudança climática;
  • O segundo avalia a vulnerabilidade da humanidade e dos sistemas naturais às mudanças climáticas, avalia suas conseqüências positivas e negativas e também as opções para a adaptação necessária às mudanças;
  • O último grupo analisa as possibilidades de limitação de emissão de GEE, de mitigação da mudança climática e as conseqüências destas medidas do ponto de vista sócio-econômico;
  • Dois anos depois do seu estabelecimento, o IPCC publicou seu primeiro relatório. O "First Assessment Report", (Primeiro Relatório de Avaliação), afirmava que a mudança climática representaria de fato uma ameaça à humanidade e conclamava pela adoção de um tratado internacional sobre o problema.

Em seu Segundo Relatório de Avaliação, publicado cinco anos depois, o IPCC sugere que "o balanço das evidências indica uma nítida influência do homem sobre o clima através das emissões de GEE".

O IPCC "há novas e mais fortes evidências de que a maior causa do aquecimento global observado nos últimos 50 anos é atribuível a atividades humanas”